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Como favorecer para que seus planos sejam conduzidos até o fim?

Na natureza observamos que outros mamíferos buscam, a partir de seus instintos e de forma mais imediata, a satisfação de suas necessidades fisiológicas mais básicas. A luta pela sobrevivência: busca por alimentos, abrigo, fugir de um predador.

O ser humano tem o lobo frontal do cérebro muito mais desenvolvido e uma enorme quantidade de células neurônio espelho. Por esta razão, somos capazes de apresentar um padrão muito superior de organização, linguagem, simbolização e autocontrole. Isso nos permite atingir realizações pessoais significativas e deixar grandes legados aos outros com quem convivemos.

Importante pontuar que vivemos em uma sociedade que estimula muito o desejo e o consumo, por meio de uma grande propagação de informações, em diversas mídias. Isso acaba por trazer ao consultório pessoas com objetivos parecidos, apesar de serem muito diferentes. Muitas vezes apresentando expectativas não realistas sobre ter: MUITO dinheiro, o corpo PERFEITO, muita FAMA/STATUS; e são comuns frases do tipo: “nunca vou conseguir isso”; “não tenho ... suficiente”. Desta forma, trabalhar os objetivos é essencial, porém esta é só a primeira etapa do processo.


Mesmo que as metas sejam sensatas, realizar nossos planos do início ao fim irá demandar um grande investimento de tempo, energia e recursos. Qualquer pessoa, mesmo que não preencha critérios diagnósticos para algum transtorno psiquiátrico, pode iniciar e deixar projetos pela metade.


Observando pessoas que realizam importantes projetos, David Allen explica que existe uma ordem lógica a ser seguida para favorecer a realização de projetos de médio/longo prazo.

  1. Objetivo: defina o que você quer atingir, levando em consideração o momento e o contexto.

  2. Visão: tente imaginar-se lá. Mentalize o quão bom seria estar lá. Expectativa de se deparar com este reforço positivo aumenta a motivação. Reflita a respeito do que isso significa para você.

  3. Ideias: faça um brainstorming (tempestade de ideias). Reserve um espaço de tempo para permitir que sua criatividade seja ativada. Rascunhe em um papel (ou bloco de notas) as suas ideias, sem julgamentos. O mindmap (mapa mental) pode ajudar nesta etapa, criando conexões lógicas que nos direcionam à próxima etapa.

  4. Estrutura: comece por um simples plano. Não torne complexo o que pode ser simples. Marque ou circule as duas ou três principais ideias. Depois vá detalhando, destacando as informações importantes e “limpando” aquelas que parecem não ser tão relevantes. Ramifique as tarefas até que se tornem ações simples e observáveis, dignas de ir para um checklist. Como se estivesse lapidando com cuidado uma pedra bruta até que se torne uma escultura.

  5. Ação: qual é a ação mais simples que eu posso emitir? Ao implementar as ações reconheça e valorize cada pequeno passo.


São muitos os motivos que levam algumas pessoas a não conseguem seguir essa ordem lógica e aumentar as chances de realizar um projeto?


Por exemplo:

Pessoas que apresentam um modo de pensar pessimista, por imaginarem com frequência algo ruim que irá acontecer, por não conseguirem imaginar a recompensa ao final, tendem a não iniciar o projeto. Param na etapa objetivo.


Pessoas mais impulsivas, por sua vez, costumam inverter o processo! Começam a emitir ações e de forma reativa tentam organizar a estrutura do projeto em função das consequências de suas ações. No meio do caminho começam a se deparar com diversas adversidades que as fazem ficar perdidas ou desanimadas e, então, desistem. Perdem o foco.


Entendemos que a “autosabotagem” pode acontecer em função de diversas questões que podem e devem ser investigadas e trabalhadas em um processo terapêutico. Entretanto, algumas orientações mais diretivas e pragmáticas podem surtir ótimos resultados em curto prazo que irão favorecer a melhora da autoestima.


Grandes realizações na vida não são “corrida de tiro curto”, mas sim “maratonas”. Haverá dificuldades, mas é preciso manter o foco! Desenvolver habilidades e competências, demarcar o percurso e correr. Ao sentir cansaço, desânimo ou dor no meio do caminho, lembre-se que a sensação de cruzar a linha de chegada será extremamente gratificante!


 

Texto elaborado por: Dr. Rafael Thomaz. Psicólogo clínico, professor e pesquisador.

 

Referências:


  • Allen, D. (2015). A arte de fazer acontecer: o método getting things done. Rio de Janeiro: Sextante.

  • Seligman, M. (2019). Aprenda a ser otimista: como mudar sua mente e sua vida. Rio de Janeiro: Objetiva.


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